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Alimentos da estação: como usar

No Brasil, as estações não são tão bem definidas como no exterior. Ainda assim, todos os alimentos têm a época correta de safra. Por isso, quando compramos um morango em setembro, ele estará mais selecionado e barato do que em outros meses do ano. Isso significa que as receitas feitas com produtos da estação vão ficar sempre mais apetitosas e baratas! Pensando nisso, a Verdemar em Revista #23 traz um quadro, que de janeiro a dezembro, destaca os melhores alimentos para se comprar e consumir.

Confira aqui no blog e não deixe de procurar a matéria sobre Cozinha de Estação na sua Verdemar em Revista!

Teaser: Verdemar em revista #23

Reta final da nova edição da Verdemar em revista! Voltada para a responsabilidade ambiental, a revista de número 23 está em sua última semana de produção. Já tínhamos deixado antes uma informação para se pensar; hoje, adiantamos uma dica útil para quem quer fazer o aproveitamento integral dos alimentos. Com tantos agrotóxicos na produção, é preciso fazer a devida higienização da casca antes de consumi-la. Veja abaixo como proceder:

Um dos problemas de se consumir todas as cascas de vegetais é que muitas vezes elas estão impregnadas de agrotóxicos e outras substâncias. Para realizar um consumo integral seguro, é preciso fazer uma higienização cuidadosa. O primeiro passo é colocar o vegetal na geladeira por algumas horas, e depois lavá-lo em água corrente com uma escova exclusiva para a limpeza dos hortifruti. Depois, é só colocá-los por 10 minutos em uma solução de 1 litro de água para uma colher de água sanitária, sem cheiro ou cor, e com concentração de 2 a 2,5% de cloro. Enxague bem e já estão prontos para o consumo.

Glossário e aspargos

Dois comentários que apareceram recentemente no blog mereceram vir para a ‘área vip’ para serem compartilhados. O primeiro é uma sugestão de nossa leitora Glória, que sentiu falta de um glossário para alguns termos – como o roux, do lapin au vin; além disso, ela acha que os ingredientes de difícil acesso mereceriam também substitutos. Anotado, Glória!

Respondendo à indagação, o roux é um agente espessante, utilizado nas receitas para encorpar. A receita é simples: em fogo baixo, derreta manteiga, acrescente a mesma quantidade de farinha de trigo e misture por alguns minutos. No livro que procurei, The chef’s compendium of professional recipes, 120 g de farinha com 120 g de manteiga servem para engrossar 1 litro de molho ou caldo. Quanto aos ingredientes difíceis, na Verdemar em revista 20, sobre o Peru, tivemos de fazer essa substituição porque o ají amarillo, o ‘DNA da culinária peruana’ segundo o chef Gastón Acúrio, não é encontrado aqui. Veja abaixo a receita que divulgamos

Ají amarillo
Coloque um pimentão amarelo direto na chapa por alguns minutos. Lave e retire a pele e a parte interna. Bata no liquidificador com azeite e uma pimenta dedo-de-moça. Se quiser menos picante, retire as sementes da pimenta. Se quiser mais picante, bata com as sementes.

Outro que comentou aqui foi o Jaim Solares, no post sobre os aspargos, questionando o tempo de preparo. “Um aspargo médio cozinha-se em 3 minutos, um mais fino, em 1 minuto e meio e um bem grosso em no máximo 5 minutos, mas tem que ser muito grosso mesmo. Não vale a pena cozinhar demais o legume, ele perde suas propriedades, sua crocância e sua cor”, ponderou Solares.

Perguntei então ao chef Gabriel Carvalho sobre essa divergência, e ele me repassou uma extensa bibliografia. No livro Culinária Itália, da Könemann (aliás, fica a dica para uma excelente compra!), está lá, na página 88: vinte minutos de cozimento! Tanto nessa receita quanto no guia que separamos, o que são cozidos são maços, e não um aspargo sozinho. Pode ser então que esteja aí a confusão de tempos tão díspares.

Outro ponto muito bem lembrado por Jaim é o do aproveitamento. A parte fibrosa, que pode ser bem desagradável ao mastigada, pode ser processada com um pouco de creme de leite e servida como um creme de aspargos. Aliás, a dica das aparas e restos de vegetais se aplicam a quase todos: guarde-os e faça um creme.

Na próxima Verdemar em revista, você  poderá conferir muitas receitas com foco no aproveitamento integral e sustentabilidade. Aguarde!

Culinária consciente na Verdemar em revista #23

Já começamos a mexer com a massa, só falta ir para o forno! Depois de se deliciarem com a edição sobre Belo Horizonte, os leitores da Verdemar em revista vão descobrir um pouco mais sobre algumas práticas responsáveis na cozinha. Aguardem! Mas até lá, fica um trechinho da matéria para pensar:

No Brasil, as estatísticas sobre o descarte de alimentos impressionam: segundo a pesquisa de orçamento familiar de 2002 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a perda nas cozinhas é cerca de 20%. O número é ainda maior quando analisadas as perdas na cadeia produtiva, que chega a 35% na horticultura, segundo artigo da Embrapa Hortaliças, enquanto nos EUA a perda é de apenas 10%.