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Edição #21 a caminho!

Ingredientes peruanosA edição do Peru já está nas lojas, e a próxima edição começa a ser preparada. Para os curiosos, uma dica: quem gosta de sol, vinho e viagens vai encontrar um prato cheio na Verdemar em revista 21. Se você tem algum relato, receita ou sugestão para essa nossa “misteriosa” pauta, é só mandar um e-mail para blogrevistaverdemar@tangiranda.com.br e participar conosco.

Para nos despedirmos da culinária peruana, segue uma receita de Pulpo al Oliva que ficou de fora da edição #20. Bom proveito!


Pulpo al Oliva
Pulpo al Oliva

Ingredientes
1 polvo
100 g de azeitonas pretas sem sementes
150 g de maionese
sal e pimenta-do-reino
molho tabasco
15 ml de azeite de oliva

Modo de Fazer
1. Repouse o polvo sobre sal por 30 minutos e lave-o em seguida, até retirar toda a baba. Bata com a mão sobre os tentáculos para que se desprendam. Cozinhe por 30 minutos em água fervente, sem deixar que ele fique muito mole. Guarde-o no congelador e retire-o no dia seguinte, servindo em rodelas.
2. Para o molho, bata no liquidificador a maionese e as azeitonas. Ajuste o sal e a pimenta, adicione gotas de molho tabasco e misture. Finalize com um fio de azeite.

Montagem
Sirva com causa limeña e salada de favas com pimentão.

Uma aula de gastronomia

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Se a culinária do Peru está na moda, a gastronomia está na moda no Peru. As escolas de culinária andam fazendo a cabeça dos jovens e apresentando a diversidade do país ao mundo.

Como não podia deixar de ser, o grupo de turistas gastronômicos comandados pela chef Karen Piroli, mergulhou de cabeça nessa experiência e foi curtir um dia inteiro no Instituto de los Andes. Mais antiga escola de Lima, tem desempenhado um papel importante tanto nessa promoção da comida do Peru como nas pesquisas sobre o universo gastrô do país.

Fomos muito bem recebidos. Chegando lá aprendemos a realizar alguns dos pratos mais emblemáticos do país, a chicha morada, as causas,  os ceviches e famoso lomo saltado.

De todos esse aí escolhi falar um pouco das causas. Afinal, de tudo o que
aprendemos é o que mais facilmente se adapta aos ingredientes que temos no Brasil.
A causa é um purê de batata amarela recheado. É comida fria e pode ser servida sozinha ou no meio de preparações de outros pratos. Como vocês poderão ver na revista20, vários chefs fizeram receitas com a tal da causa. O sabor do prato é bastante neutro, o que diferencia uma causa da outra é o tempero que colocam, quase sempre algum molho de ají (pimenta), e o recheio, geralmente frango ou atum. Então é basicamente isso: um purê de batata temperado com pimenta e recheado. Se bem usada, dá um toque especial aos pratos.

Como nossa batata aqui não é tão amarela, pode-se tentar fazer um purê que misture batata e batata baroa (um purê simples, sem leite). Aí você pode agregar um molho de pimenta dedo de moça e pimentão amarelo para misturar ou até de pimenta biquinho, fazendo um “causinha mineira”. Lá, eles servem muito com frutos do mar. Aqui, nós podemos usar para acompanhar uma costelinha, uma carne de lata, dá para inventar diferentes versões inspiradas na receita original.

Vou deixar aqui as fotos dos pratos que os gourmets preparam na aula lá no Peru e a receita do Instituto de Los Andes. São várias roupagens para um mesmo prato e todas esteticamente muito bonitas.

Untitled-1 copy CAUSA LIMENHA

Ingredientes: 1 kg de batata amarela, azeite quanto baste,   suco de dois limões,  ají verde moído*, sal e pimenta a gosto, 6 folhas de alface, 180 g de queijo fresco, 3 ovos cozidos, 80 g de azeitonas negras.

Modo de fazer: lave e cozinhe as batatas com a casca, em água com sal, descasque ainda quente. Amasse e  junte o azeite, o limão, o aji,  o sal e a pimenta . Divida em porções. Disponha sobre uma folha de alface, unte com maionese recheie e feche com outra capa de batata. Sirva com um molho e decore com azeitonas, ovo duro e queijo fresco.

Variações de recheios: camarão ou carne de caranguejo, com molho rose e abacate; atum, cebola e maionese; milho, cenoura, ervilhas cozidas, vagem, misturados a maionese; peixe frito, queijo fresco e salsa criolla.

O Peru descobriu a Amazônia

caviar da amazoniaQuando saímos do restaurante Malabar, em Lima, fizemos questão de vir até aqui para contar e indicar. Agora que já chegamos, podemos detalhar um pouco mais a experiência.
O chef Pedro Miguel Schiaffino é um artista da gastronomia, um entusiasta da Amazônia e um dos únicos do país a trabalhar com produtos da região. Com pratos curiosos e instigantes, ele foi nos guiando por um passeio pelos sabores da Amazônia de altitude.
Para iniciar, um amuse-bouche:  tataki de peixe chita  com salsa verde e uma espécie de farelo de torresmo.

O primeiro prato foi um singelo e raro tubérculo dos Andes coberto por perolas de algas dos lago Titicaca, o caviar andino.

Em seguida, o rei da noite: um pirarucu com sabor e textura inebriantes acompanhado de uma salada verde com palmito pupunha cortado finamente como um macarrão (a receita vocês conferem na próxima revista).

Depois, vieram pequenos caracóis de rio em salsa de chouriço regional sobre purê de yuca (mandioca). Cativou até os que não são muito chegados ao consumo destes bichinhos. O sabor e a textura lembram cogumelos silvestres.
Para finalizar, um cabritinho ao molho de cogumelos sobre legumes e banana andina.
Em certo ponto a emoção era tanta que falhamos com nossos compromissos jornalísticos e deixamos de anotar alguns detalhes. Mas como dá para perceber tudo ficou impregnado na memória.
Certamente foi a refeição mais surpreendente que fizemos no Peru. Imperdível!

Pisco Sour

Tradicional, requisitado, hors concours. O drink está em todas as cartas peruanas. Em muitos restaurantes é servido como aperitivo. Refrescante, levemente adocicado, com um toque de amargor, desce que é uma beleza e sobe com facilidade, principalmente após o terceiro copo. O percentual de álcool não é dos mais baixos, visto que o pisco tem mais de 36% de graduação alcoólica. Mas nem se sente.

No Peru é presença constante. Vou deixar a receita para os que já querem ir aproveitando o aumento da temperatura dos últimos dias. Mas não faça como os peruanos que chegam a consumir o pisco sour lado a lado com taças de bons vinhos. A acidez, a doçura e o teor alcoólico do drink vão matar o belo vinho que você descorchou.

Pisco Sour

Pisco Sour

Pisco Sour
- 2,5 doses de pisco
- 1 dose de suco de limão fresco
- 1/2 dose de água com duas colheres de sopa de açúcar
- 1 clara
- gelo picado
Bata tudo em uma coqueteleira e sirva sem o gelo logo em seguida. Acrescente um fio de de essência de rosas, laranja ou licor de angostura para um toque de amargor.

Tem mais: não perca na próxima Verdemar em revista uma matéria sobre o pisco, sua historia e sua utilização, para beber puro, em drinks e no Pisco Sour.

Notícias do Peru

Enquanto o Verdemar inaugura sua loja no DiamondMall, a equipe da Verdemar em revista está no Peru, provando do bom e do melhor para preparar uma edição surpreendente. Acabamos de jantar em um restaurante que até agora classifico como o melhor do país: o Malabar.  O prato sensação da noite foi um pirarucu com abacate servido com um tipo de palmito cortado finissimamente e batatas amazônicas negras e crocantes. Incrível! O chef Pedro Miguel Schiaffino parece ser o grande nome da gastronomia criativa peruana e um dos únicos do país a fazer cozinha de autor.

Quem for a Lima não pode perder a oportunidade de conhecer o restaurante, que fica no charmoso bairro de San Isidro.

Anote aí:

 Calle Camino Real 101. Tel: 440-5200

Pelos sabores do Peru

Já está confirmado. A edição 20 da Verdemar em revista será dedicada ao Peru. Não a ave, mas o país. Acompanharemos o grupo da Karen Piroli com a Destaque Turismo em uma incrível viagem pela gastronomia peruana. Aguardem… A próxima revista promete!