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Teaser: Verdemar em revista #28

Para compor o cenário da cozinha mineira, é preciso um fogão a lenha. Afinal, quem frequenta restaurantes dedicados a essa culinária sabe que estampar “comida feita no fogão a lenha” na entrada funciona como um “selo de garantia”, um atestado que ali de pratica uma culinária verdadeira.

Mas, na prática, o que faz do fogão a lenha algo tão especial? Essa questão pode ganhar contornos espinhosos, colocando frente a frente visões mais tradicionalistas e outras mais iconoclastas. Seja qual for o seu lado, o impasse ainda permanece.

Para dar contornos mais nítidos à questão, a Verdemar em revista 28, dedicada à cozinha mineira, abordou o tema. Confira um trecho da matéria:

Em seu livro Diário de Olivier, Olivier Anquier, um entusiasta do fogão a lenha, revela sua ressalva quanto a mudanças no sabor. “É verdade que existe toda uma lenda ao redor do fogão a lenha e sobre o sabor da comida que ele proporciona… bom, vou dizer francamente, não muda nada se não houver competência no preparo da comida. Mas é verdade que, talvez, o prazer de cozinhar em um fogão desses, com certeza, acabe por mudar o gosto final dos pratos”.

E você, o que acha dessa questão? Mande um email para blogrevistaverdemar@tangiranda.com.br e compartilhe sua opinião conosco. Não se esqueça e conferir na Verdemar em revista 28 a matéria completa!

Como fazer: umbigo de banana

Atrás apenas da laranja, a banana é a segunda fruta de maior produção no Brasil. O que pouca gente conhece é que, escondido em meio aos cachos amarelos, fica uma iguaria muito consumida no campo: o umbigo de banana.

Chamado também de coração de bananeira, ele é encontrado no final do pendão que carrega os cachos de banana. Para aproveitá-lo ainda gordinho e mais suculento, é bom fazer o corte com a fruta ainda verde.

Quando visitamos a Fazenda do Tanque durante a produção da Verdemar em revista 28, vimos como preparar o umbigo de banana em um refogadinho delicioso. Confira o passo a passo:

  1. Retire a casca roxa e pique o umbigo sobre uma bacia com água e limão, para que não escureça muito.
  2. Em seguida, leve ao fogo até levantar fervura duas vezes. Coe e leve ao fogo novamente com cebola, alho, sal e cebolinha picada para refogar.
  3. Acrescente o umbigo de banana a uma carne, como linguiça ou pernil, e sirva.

A foto abaixo é do umbigo já refogado e temperado, pronto para ir à mesa. Em nosso álbum do Facebook, você confere mais fotos com o passo a passo do preparo. Depois mandem um e-mail para blogrevistaverdemar@tangiranda.com.br e digam com o que combinaram!


 

Minas e o cinema: O Mineiro e o Queijo

Hoje fomos ter um dedinho de prosa com o cineasta Helvécio Ratton para a próxima edição da Verdemar em revista. Mineiro de Divinópolis, ele nos falou sobre seu mais novo trabalho, O Mineiro e o Queijo. Quem é fã do queijo tipo Minas não pode perder esse belo trabalho, que vai a fundo nas queijarias do estado para mostrar os problemas da legislação vigente que regula o produto – um filme ‘poético e político’, como diz seu diretor.

Em Belo Horizonte, o filme será lançado no dia 23 de setembro, e em São Paulo e Rio de Janeiro, no dia 30 de setembro. Confira um trecho da conversa com ele:

Durante a produção do filme, que descobertas você fez sobre a relação simbólica entre o mineiro e o queijo?

O que mais me chamou a atenção, nas três regiões [Serro, Canastra e Alto Paranaíba] foi a dignidade dos produtores e a relação que eles têm com a comunidade, tendo a noção de que fazem um bom produto. Percebi que eles se sentem guardiões de um saber, e vários citam avôs e bisavôs com quem aprenderam. E a preocupação que eles tem agora é em passar isso adiante, porque muitos dos jovens não querem mais fazer o queijo. Além de uma atividade econômica, é uma atividade prazerosa, e eles fazem queijo todos os dias do ano – menos na Sexta-feira da Paixão, quando eles dão o leite para os pobres. A ligação deles com essa atividade é muito forte, você percebe de imediato. Eu acho muito bonito uma pessoa dar valor àquilo que faz, ser identificada, acho que garante uma certa nobreza.

Quer mais sobre o queijo e a culinária de Minas? Então aguarde a próxima edição da Verdemar em revista em setembro!

Edição #28 no caminho da roça

Que a Verdemar em revista adora a culinária mineira, isso você já sabe. Tanto é que dedicamos a edição 19 às possibilidades de inovações gastronômicas que usem tutu, couve, lombo e outros elementos típicos da cozinha do estado. O sucesso foi tanto que, em pouco tempo, ela já estava completamente esgotada. Chegou a hora então de arrumar as malas e botar o pé no caminho da roça de novo.

No menu da nova Verdemar em revista, a fazenda põe a mesa. Já começamos os preparativos para nos próximos meses vocês encontrarem uma nova e deliciosa edição. Aguardem!

Quer participar da revista com alguma receita ou dica? Então mande logo um e-mail para nós em blogrevistaverdemar@tangiranda.com.br e garanta já sua participação!

Que tal um jantar no Verdemar com um chef premiado?

Os amantes da boa mesa podem reservar uma data na agenda. No dia 9 de agosto, terça-feira, o Verdemar recebe Henrique Gilberto. Vencedor do Super Chef 2008 do programa Mais Você, Henrique vai preparar um jantar exclusivo para clientes Verdemar – e você pode ser um deles! O menu elaborado pelo jovem chef terá a distinta companhia dos vinhos da Viña William Fèvre, vinícola localizada aos pés da Cordilheira dos Andes, no Chile.

“É muito bom buscar ingredientes no Verdemar. Tem de tudo um pouco, de origens diferentes. Para compor esse menu, eu mesclei bastante o que temos na nossa terra com o que há de melhor fora. Ficou bem a cara do Verdemar. Qualquer chef fica a vontade aqui para criar uma receita bacana”, comentou Henrique.

As vagas são limitadas, por isso não deixe de confirmar presença logo!

Data: 9 de agosto (terça-feira)
Horário: 19h30 às 22h
Local: Adega Verdemar - Av. Nossa Senhora do Carmo, 1.900 – Sion / BH
Inscrições: Frente de Caixa – Loja Sion
Investimento: R$90,00 (em dinheiro)

Menu

  • Entrada: Foie gras pöele sobre mousseline de cará com caju grelhado no mel e sua redução picante.
  • Primeiro prato: Vermelho grelhado sobre banana ouro confit e aspargos sautée ao molho de tangerina e capim santo.
  • Segundo prato: Magret de canard sobre tortino de alho poró trufado e ervilhas baby crocantes ao jus perfumado de tomilho.
  • Sobremesa: Quindim de castanhas do Pará com coulis de pitanga e sorvete de coco

Henrique já apareceu na Verdemar em revista – foi na edição 19, no especial sobre cozinha mineira. Voltamos aos nossos arquivos e recuperamos uma de suas receitas como uma prévia do jantar de terça. Experimente em casa e não se esqueça de nos contar como foi!


Pernil de Lata sobre Canjiquinha e Jiló com Pimenta Biquinho

Ingredientes
200 g de pernil de lata
100 g de canjiquinha
70 g de manteiga
50 g de parmesão ralado
50 g de jiló cortado
em rodelas finas
50 ml de aceto balsâmico
50 ml de mel
100 g de pimenta biquinho
azeite, sal e pimenta-do-reino

Modo de fazer
1. Cozinhe a canjiquinha em 500 ml de água fervente com sal e pimenta. Quando cozida, acrescente manteiga e queijo e bata com uma colher. Leve o pernil em uma frigideira com um pouco da gordura da lata. Em outra, coloque um pouco de azeite com o jiló, depois acrescente o aceto e o mel. Deixe por alguns segundos e sirva.
2. Para a emulsão de pimenta biquinho, coloque-a em um liquidificador, cubra com azeite, bata até se tornar homogênea e tempere com sal.

Dia de Minas Gerais

Primeiro era Vila de Nossa Senhora do Ribeirão do Carmo; depois, Vila Real de Nossa Senhora; ao fim, a cidade acabou levando o nome de Mariana. A primeira cidade e capital de Minas Gerais fez 315 anos neste sábado, dia 16 de julho, e, como de costume, a capital do estado foi transferida simbolicamente para lá para a celebração do Dia de Minas Gerais.

Créditos: Prefeitura Municipal de Mariana (acervo) / Festival de Inverno de Ouro Preto e Mariana

Mariana foi a primeira cidade do período colonial, sendo elevada a essa categoria em 1745. A troca do nome foi uma homenagem do então rei de Portugal, D. João V, a sua esposa, D. Maria Ana de Áustria. Hoje, Mariana é um destino certo para os apaixonados pelas cidades históricas mineiras.

A Verdemar em revista já visitou a rica gastronomia do estado na edição 19, mas não podíamos deixar de homenagear Mariana pelo seu dia. Para celebrar, nada melhor que uma bela receita da culinária mineira – estão servidos de um frango com ora-pro-nóbis?

 

Frango com Ora-pro-nóbis
4 porções

Ingredientes
1 frango com cerca de um quilo
2 cebolas médias
1 cálice de suco de limão
1 colher de chá de sal com alho
1 colher de chá de urucum
1 ramo de salsinha
1 ramo de cebolinha
1 folha de louro
óleo
pimenta a gosto
água
ora-pro-nóbis a gosto

Modo de Fazer
1. Lave o frango, corte nas juntas e ferva levemente com água e limão. Escorra, lave e reserve.
2. Aqueça o óleo, coloque o sal com alho e deixe dourar. Frite levemente o frango, escorrendo o excesso de
gordura e misture bem o urucum. Pingue água aos poucos, deixando suar e junte os
ramos de cheiro-verde, as cebolas inteiras e o louro. Acerte o tempero e mantenha a panela tampada
para cozinhar bem e criar um bom caldo. Lave e pique as folhas de ora-pro-nóbis, adicionando-as secas ao frango. Retire do fogo e sirva.