Desde 1980, o Barolo ganhou o status de DOCG. Segundo essa legislação, apenas 11 pequenos povoados na margem direita do rio Tanaro podem fabricar o vinho com a qualificação adequada: Barolo, Monforte D’Alba, Novello, La Morra, Verdeno, Grinzane Cavour, Diano D’Alba, Roddi, Serralunga d’Alba, Castiglione Falletto e Cherasco.
No total são 1.300 hectares de vinhedos que dão origem a cerca de 9 milhões de garrafas por ano, apenas 5% da produção total do Piemonte. Para ser considerado legítimo, além ser feito naquela região específica a partir da cepa Nebbiolo, o vinho precisa ter pelo menos 13% de álcool e três anos de guarda. O Reserva exige um envelhecimento mínimo de quatro anos na cantina e o Reserva Especial, de cinco anos.
São vinhos potentes, austeros, de coloração atijolada, aromas florais e notas de alcatrão, borracha, tabaco e alcaçuz. Quando jovens, são excessivamente tânicos, com coloração granada e delicados aromas frutados. Austero e majestoso, não é um vinho para principiantes. Possui alto potencial de guarda, já que o tempo lhe confere nuanças especiais. Os melhores vinhos podem durar 20 anos ou mais.
Como degustar
Como para todo vinho de guarda, recomenda-se fazer a decantação antes de consumir o Barolo. A temperatura ideal de serviço é de 20ºC. Para acompanhar o rei dos vinhos, o ideal são pratos fortes e estruturados, como as carnes vermelhas, inclusive as de caça, como lebre ou javali. Outra combinação harmônica é com trufas: risoto com trufas brancas frescas e talharim com ragu de cordeiro e trufas são opções saborosas. Queijos feitos com leite de vaca ou de cabra com pelo menos um ano de maturação também vão bem com o Barolo
Retirado da matéria veiculada na Verdemar em revista 11.
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