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Começou o Festival de Tiradentes 2011!

Até o final do mês, a já charmosa cidade de Tiradentes vai ficar saborosíssima com o Festival de Cultura e Gastronomia de Tiradentes. Quem ainda não se programou é bom dar um jeito de dar uma escapadinha no fim de semana e aproveitar as delícias da cidade.

Como ocorre a vários anos, o Verdemar é um dos apoiadores do festival. Em 2010, uma das convidadas dos festins, a simpática espanhola Pepa Romans, do restaurante Casa Pepa, na província de Alicante, apresentou em um encontro com os clientes Verdemar seu estilo na cozinha – bem tradicional, sem receitas milimetradas, toda embasada na experiência de anos.

Uma das receitas que ela fez foi o tradicional arroz caldoso, que publicamos na edição 24. E o pulo do gato do preparo a Pepa contou para a gente:

“O melhor arroz para se fazer arroz com galinha é o bomba, um tipo espanhol, que absorve melhor o caldo e mantém a textura correta. Mas pode-se usar um vialone nano também. O fundamental é ter um excelente caldo para se ter um arroz no ponto. Não pode faltar nem a páprica doce em pó – o pimentón español – nem um pouco de açafrão em pistilo. Prefiro usar água mineral, para manter um sabor mais puro”.

Que tal experimentá-lo em casa?

Arroz Caldoso con Pollo

Ingredientes
Caldo
• 1 carcaça de frango
• ossos de porco
• cebola
• alho
• tomate
• pimentão
Arroz
• 400 g de arroz
• carne do frango (coxa e sobrecoxa)
• 250 g de costelinha de porco
• 1 cebola média
• 1 tomate sem semente
• ¼ de brócolis
• 2 batatas em cubos
• 1 pimentão vermelho
• ervilha torta
• azeite
• sal e pimenta-do-reino
• páprica doce (pimentão em pó)
• salsinha

Modo de fazer
Caldo
1. Refogue todos os ingredientes, acrescente cerca de 2 litros de água e ferva por 1h30. Coe e reserve.
Risoto
1. Refogue a cebola no azeite e junte em seguida o pimentão, a coxa, a sobrecoxa, a costelinha e a pimenta-do-reino. Adicione o tomate, o arroz, a ervilha e a batata e refogue mais um pouco. Salpique a páprica e despeje o caldo pouco a pouco, colocando em grandes doses. Quando estiver quase pronto, doure os brócolis no azeite e adicione-o junto com o açafrão. Cozinhe um pouco, finalize com a salsinha e ajuste o sal.

Tapas, os petiscos espanhóis

Uma das grandes estrelas da culinária espanhola vem não da alta gastronomia, mas da ‘baixa’. Os chamados tapas, ou pintxos, são petiscos de características bem autorais que são criados nos bares espanhóis. Conheça um pouco mais sobre essas deliciosas iguarias que a viagem ao país na Verdemar em revista #16 trouxe até você!

Pintxos, tapas e afins… Mais que uma maneira de apresentar a comida são a base de um estilo boêmio, urbano e callejero de viver. Balcões enormes lotados de opções, cerveja gelada tirada sob pressão e muito movimento são o orgulho das tascas, estabelecimentos que congregam os espanhóis em torno da comida, da conversa e da bebida. São pequenos bares nos quais as iguarias competem pelo melhor lugar no balcão e pela preferência da clientela. Negócios muito pessoais em que cada dono imprime a cara e o jeito do lugar. Espalham-se aos montões por ruas próximas, gerando áreas de efervescência boêmia. Costumam ser tantas que chegam a confundir. O curioso é que neste tipo de bar não existe assento. Só se come de pé. Também não há computadores: todos os pedidos são anotados diretamente na cabeça dos atendentes.

Receitas de tapas do Tamboril, em San Sebastían

Pintxo de cogumelo

1. Pintxo de Cogumelos Salteados e Pão

Disponha sobre uma fatia de baguete um filé de aliche com cebola picadinha e finalize sobreponha uma lâmina de salmão defumado.

Pintxo de anchova

2. Pintxo de Pimenta Verde Anchova e Azeitona

Espete em um palito pimentas em conserva pouco picante, uma azeitona e um filé de aliche.

Bocadito de pimentão

3. Bocadito de Pimentão

Recheie pimentões vermelhos com um creme de bacalhau com creme de leite, empane em ovo, frite e sirva sobre uma torrada.

Na Espanha, vá tapear em…

Madri
- La Taberna
- La Toledana, Calle del Comandante Zorita (esquina con Juan de Olías)
Logroño, capital da província de La Rioja
- Simpatía, Calle de Laurel, 16
- Soriano, Travesía del Laurel, 2
- Sebas, Calle de Albornoz, 3
San Sebastián, capital da província de Guipúzcoa, País Basco
- Gambarra, Calle de San Jerónimo, 21
- Tamboril, Pescadería, 2
- Txepetxa, Pescadería, 5
- Bar Bergara, General Artetxe, 8
- Juanaenea, 31 de Agosto, 22
- Auñamendi, Calle de José María Salaberria, 35

Cava, o espumante espanhol

Como todo vinho, os espumantes são fruto da fermentação de uvas. Mas, para conseguir as famosas ‘bolhinhas’, passam por uma segunda fermentação na garrafa. Suaves e refrescantes, são a cara do verão e das festas de fim de ano.

Na Espanha, seu espumante típico é chamado de Cava. Produzido pelo método tradicional (champenoise) na Catalunha, grande parte – cerca de 70% – é produzida na Denominação de Origem Penèdes, onde as uvas brancas responsáveis pela cava Parellada, Macabeu, Xarel-lo e Chardonnay ocupam 80% dos vinhedos.

Em sua composição, a cepa Macabeu corresponde a quase metade do corte, a indígena Xarel-lo propicia aromas e a Parellada seu corpo suave. Consolidada em 1970, a cava recebeu ainda a Chardonnay como parte de sua composição a partir de 1986.

Para celebrar as festas de fim de ano, a dica é experimentar as cavas Don Roman e Codorniu – esta, aliás, é uma gigante das cavas, juntamente com sua concorrente Freixenet.  Tim tim!