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Profissão: sommelier!

Para mim, que estou há pouco tempo por aqui na Verdemar em revista, esta profissão é uma gostosa descoberta! Passeando por alguns sites e estudando um pouco sobre o assunto, descobri algumas peculiaridades desse mundo dos vinhos. Para aqueles que,  como eu, não são enófilos e pesquisadores, o sommelier é a pessoa responsável, nas casas que servem vinhos, pela harmonização de diferentes pratos com diferentes rótulos, além de outras funções como, por exemplo, provar o vinho de cada cliente, mesmo que tenha sido levado pela própria pessoa para o restaurante, e verificar se está apto para o consumo. E até dizer quando não está, oferecendo uma bebida da adega do próprio estabelecimento – de mesmo prestígio, claro!

Hoje, a profissão vem crescendo. Muitas distribuidoras de bebidas contratam esses profissionais para apoiar nas escolhas para a aquisição de seus vinhos. O que é ótimo também para o consumidor final, que percebe produtos mais bem selecionados nas casas especializadas. Na Associação Brasileira de Sommeliers, a ABS, há o curso de formação de Sommeliers, onde os profissionais aprendem sobre a tradição, a prática e degustação de vinhos, harmonização e alimentos, cafés, charutos, chocolates, azeites, whiskies, cerveja, cachaça, queijos e etiquetas.

Para falar mais sobre o assunto, o blog do Verdemar em Revista preparou para você uma pequena entrevista com Rodrigo Arrebolas, sommelier profissional, homologado e certificado pela ABS/São Paulo junto à ASI. Confira!

1. Como começou seu interesse pelo vinho?

Iniciei meus trabalhos no ramo como commis, e desde o princípio tive grande interesse em aprofundar meus conhecimentos, tanto em vinhos quanto em gastronomia, e após as primeiras leituras, meu interesse pelo vinho foi maior, e assim passei a me dedicar cada vez mais aos estudos.

2. Qual o papel do sommelier nos restaurantes?

Aconselhar o cliente, administrar a adega e a Carta de Vinhos, treinar e acompanhar a brigada no serviço de bebidas, mas, principalmente, proporcionar momentos de prazer e descontração ao cliente.

3. E nas distribuidoras?

Aconselhar a empresa na seleção de seu portfólio, elaborar fichas técnicas, treinar a equipe de vendas, bem como conduzir treinamentos e palestras voltados ao consumidor final.

4. Como é ser um Sommelier no Brasil? O que você enfrenta e o que há de bom?

Trata-se de uma profissão em franca expansão, afinal o mercado e o interesse do consumidor crescem a cada dia. As empresas do setor oferecem mais eventos e degustações, as oportunidades de aprendizado e crescimento profissional são muitas, mas há também aquelas empresas e pessoas que ainda apresentam uma visão mais limitada do mundo do vinho. O material de estudo (livros, cursos, viagens) também é um problema; ainda são muito caros para a nossa realidade.

5. Os vinhos nacionais, hoje em dia, podem ser comparados em qualidade com os internacionais?

Até certo ponto. Já igualamos à qualidade do ponto de vista técnico, mas ainda temos problemas com o nosso clima, e com a criação de uma identidade mais clara para o vinho nacional.

6. Que tipo de vinho é preferido e mais pedido pelos brasileiros?

Em geral os chilenos e argentinos, pelos preços mais acessíveis e pelo estilo frutado e macio.

Sucesso de Festival!

Namoradeiras de Tiradentes

Namoradeiras de Tiradentes

Não tinha como dar errado: uma das cidades históricas mais charmosas de Minas, convidados de peso e aquele clima gostoso que um festival propicia. Mas o XII Festival de Gastronomia de Tiradentes foi além do certo: foi um verdadeiro sucesso!

Passear pelas ruas de Tiradentes ganhou novas cores e, principalmente, aromas. Com aquele aspecto pacato de interior, a cidade se manteve efervescente sem estar lotada. Quem foi pode confirmar: festival e cidade estavam em plena sintonia.

Para abrir uma série de matérias aqui no blog Verdemar em revista, escolhemos seu grande idealizador: Ralph Justino. Em 1998 ele começou a praticar uma idéia que, ainda bem, perdura até hoje. Com o festival devidamente digerido, Ralph bateu um papo conosco comentando o evento. Confira!

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Um festival começa com expectativas e termina com a avaliação dos resultados; como foi a sua?
Nós sempre buscamos a excelência do festival, e nesses anos sempre esbarrávamos em algo como dinheiro ou espaço. Mas nesta edição acho que consegui a excelência que buscava. Queríamos muito montar espaços sem descaracterizar a cidade, e o que fizemos na rodoviária foi o que sonhávamos. Tiradentes é muito charmosa, e o festival deveria agregar valores à cidade, e não competir com ela. Conseguimos também trazer chefs de altíssimo nível: quem nunca teve a oportunidade de apreciá-los fora pôde degustar durante os festins.

Ralph Justino, em frente ao Botequim Oficial no Largo das Forras

Ralph Justino, em frente ao Botequim Oficial no Largo das Forras

Além dos eventos gastronômicos, em quais outros aspectos o festival atua?
Há três coisas que eu gostaria de destacar. Primeiro é o fórum de discussão de gastronomia, que é um espaço para se pensar aquilo que estamos fazendo no festival; ainda temos o que melhorar mas estamos no caminho certo. Em seguida, houve a participação na restauração do telhado da Igreja de Santo Antônio do Canjica e da estátua de São Benedito; é importante o festival, já que usufrui da cidade, também dar retorno a ela além da movimentação de turistas. E por último, o projeto Chefs do Amanhã, que é o lado social do evento, em que preparamos jovens para a cozinha e, quem sabe, para seguirem carreira também. Esse projeto foi desenvolvido com a Associação Brasileira de Gastronomia e Cultura (Arbórea) e a Secretaria de Estado de Esportes e da Juventude.

Observando o festival desse ano, já dá para pensar nos próximos passos?
Bem, pensamos em ampliar o Chefs do Amanhã, fazendo dois núcleos. Outro aspecto que pode mudar é a data do fórum, para quinta e sexta, ao invés do sábado, para os participantes poderem aproveitar até mais tarde os eventos. E agregar também bastantes programas de arte e cultura à agenda. Imaginamos ter recebido cerca de 30 mil visitantes nos 10 dias de evento, uma média próxima à do ano passado, e para a XIII edição não imaginamos crescer mais. Nosso público gosta de tranquilidade, e se o evento aumentar muito ele perde justamente seu público. Nossa meta é melhorar e qualificar, sempre.