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Toques et clochers

Depois de reorganizar sua produção nos anos 60, a vinícola Sieur d’Arques, em Limoux, decidiu assumir um novo desafio: promover um leilão de seus melhores vinhos. Para isso, criou um delicioso festival enogastronômico nas pequenas comunas que participam da denominação de origem. Desde 1990, no final de semana do domingo de Ramos, um vilarejo escolhido para receber o evento é povoado por toques, o chapéu usado por chefs de cozinha, convidados para cuidarem dos pratos, e parte da renda obtida vai para a restauração de seus clochers, os sinos das igrejas. Aberto para curiosos e enófilos prontos para arrematarem as melhores safras de Limoux, o Toques et Clochers é recheado de degustações, música e várias apresentações, enriquecendo a bela arquitetura romântica e gótica da região. A festa toma conta das ruas do vilarejo escolhido no sábado e no domingo, em Limoux, ocorrem o leilão e o jantar de gala. Em 2012, o evento acontecerá em 1º de abril, e contará com a chef brasileira Roberta Sudbrack e os chefs franceses Claude Troisgros e Roland Villard.

 

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Viver é bom

Não é preciso muito para ser feliz nos campos da Provence. Foi o que descobrimos em nossa viagem até a região para preparar a Verdemar em revista 29. Uma rápida volta pelas feiras de rua ou mercados locais e já se tem em mãos delícias singulares para um dia especial: queijos de cabra frescos, pães artesanais, azeitonas, tapenades e pastinhas, patês, suculentos figos, doces folhados… Com a sacolinha de piquenique em mãos, já se pode garantir o programa do dia!

Os franceses adoram comer ao ar livre e fazem deste hábito uma verdadeira comemoração. Muitos parques e campos oferecem mesinhas de madeira com cadeira para aqueles que gostam comer a céu aberto. Há quem prefira se acomodar no chão e aproveitar o dia lendo um livro, conversando ou namorando enquanto se delicia com as iguarias regionais acompanhadas de um refrescante rosé. Dá para se esquecer do tempo com o toque do vento Mistral trazendo o aroma de ervas dos campos provençais. No final da tarde, o coro das cigarras embala o relaxamento perfeito.

Com tanta beleza e abundância na simplicidade, surge a pergunta que nunca mais se cala: como não ser feliz?

Álbum de viagem: Campos do Jordão

Chegamos em Campos do Jordão no final do dia, naquela hora em que o frio começa a apertar, chegando por todos os lados.

“É hora de reforçar os casacos, pois costuma gear”, nos disseram logo na chegada à pousada. Ficamos hospedados no alto da cidade, na Constalation Logde, toda decorada com o tema da aviação e com uma linda vista verde. Seu maior trunfo era o chão do banheiro aquecido: fundamental!

Nosso primeiro contato gastronômico foi com a associação Cozinha da Montanha, que reúne alguns dos melhores restaurantes da região e promove eventos sazonais temáticos com ingredientes como pinhão, cerveja, frutas vermelhas, chocolate e truta.

Escolhemos alguns dos principais restaurantes locais e começamos nosso tour gastronômico pela cidade mais européia da Serra da Mantiqueira. Logo na primeira noite, já pudemos sentir o charme invernal do lugar: em pleno coração do bairro Capivari, jantamos no restaurante Safári, na rua mais badalada da cidade, ao som de um belíssimo saxofone com músicas de primeira. Dali, exploramos um pouco o belo centrinho: Baden Baden, Matterhorn, Sabor Chocolate… A noite ficou completa com um denso e delicioso chocolate quente na Toco.

Nos dias seguintes, visita após visita, passeio após passeio, exploramos a vida gourmet e os atrativos turísticos imperdíveis, como o Centro de Lazer Tarundu, os jardins Amantikir e o Horto Florestal.

No fim da viagem, nos deparamos com a maior surpresa gastronômica da região: o incrível restaurante italiano Elio, tocado por Renata Alarcon, filha de Elio Baccaglini, que comandou o Fasano de São Paulo durante muito tempo. Massas artesanais finíssimas, molhos delicados, sabores impecáveis. Ficou na lembrança como o grande destaque da viagem.

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Patacones!

Fiquei devendo mais algumas receitas além do Tuco Marinero nos posts sobre a comida equatoriana. Pois volto aqui para um prato que é tão presente por aqueles lados quanto nosso arroz com feijão: os patacones. Um dos alimentos de maior produtividade do país, responsável por boa parte das exportações, as bananas são muito bem aproveitadas pelos equatorianos. Acompanhando uma grande quantidade de pratos, inclusive o Tuco Marinero, os patacones são simplesmente fatias de banana-da-terra fritas – e também simplemente deliciosas! A versatilidade dessas rodelinhas impressiona, e podem também ser servidas como tira-gosto, para acompanhar uma cervejinha.

Como o camarão é outro alimento muito comum por lá, nada melhor do que unir ambos e fazer os patacones com camarões empanados. Para incrementar, uma dica: pegue sua Verdemar em revista #18 e veja a receita dos Tempura Prawns do Mr. Lam.

Patacones com camarões empanados

Patacones

Ingredientes
bananas-da-terra verdes
sal e pimenta-do-reino
óleo ou azeite

Modo de Fazer
1. Corte as bananas em fatias de 4 cm. Aqueça bem uma frigideira com óleo ou azeite e coloque as fatias. Frite até que fiquem amarelas, mas não douradas, por cerca de 1 minuto e meio. Retire e seque-as e, em seguida, amasse-as para que diminuam à metade da altura – faça isso com cuidado, na pedra de cozinha ou colocando papel alumínio entre as mãos. Tempere com sal e pimenta-do-reino a gosto (esse passo pode ser feito ao final também), volte com as fatias à frigideira e frite até que fiquem douradas e crocantes. Sirva com camarões empanados.

Equador na bagagem

Mitad del Mundo, Quito

Mitad del Mundo, Quito

Depois de uma boa semana de férias, volto ao blog cheio de novidades para os leitores da Verdemar em revista sobre o Equador, para aguçar e acalmar aqueles que esperam a edição especial do país logo abaixo.

Como não podia deixar de ser, restaurantes e bares foram dois grandes pontos turísticos dessa viagem. Os fãs da boa mesa vão se deleitar por lá: mesmo utilizando o dólar, pratos nas melhores casas ficam em torno de U$8. Depois de bater perna durante o dia, nada como descansar frente a um belo prato – e receber depois uma conta que raramente ultrapassa U$15 por um verdadeiro festim!

Figura Pré-Colombiana, Museu de Antropologia e Arte Contemporânea, Guayaquil

Figura Pré-Colombiana, Museu de Antropologia e Arte Contemporânea, Guayaquil

Hecho en Ecuador
Buscando ver quais produtos de qualidade superior encontraria por lá, fiz uma breve pesquisa para ver quais eram alimentos de maior produtividade no país. A dica deu certo: cacau, café, banana e frutos do mar são destaque lá e uma delícia. Impressionou-me o espresso – acabei trazendo essa iguaria -, as diferentes bananas, os ceviches – com muito camarão e disponível também em cadeias de restaurante - e a qualidade do chocolate – indescritível!

Em Guayaquil, que não é a capital mas possui mais habitantes e mais importância econômica, pude ter contato com um prato que é a cara da próxima edição: o Tuco Marinero, do El Aguacate. É um ceviche de mariscos servido em meio abacate, acompanhado de arroz de camarão e caranguejo. Vale a pena testar em casa, principalmente com as receitas que estarão na edição 20: é só executá-las e testar o Tuco Marinero como forma de apresentação. Só não se esqueça de nos dizer como foi!

Mitad del Mundo, Quito

Tuco Marinero

El Aguacate: Avenida de Las Monjas 318 & La Cuarta, Urdesa – Guayaquil, Equador