Biblioteca gastronômica

Quem vai para a cozinha profissionalmente sabe o quão importante é ter uma boa bibliografia para tirar dúvidas e ajudar na criação. Já quem vai só para se divertir também tem os livros em alta conta. Com todas aquelas fotos apetitosas, são um estímulo a nos levar à cozinha e experimentar novas receitas.

Quem lembra de Julie & Julia sabe que pegar um livro desses pode ser uma grande viagem. E quem convive com você sabe que pode ser um beneficiário direto da sua biblioteca (talvez seja por isso que eu goste deles para dar de presente!).

Essa pilha aí é a minha biblioteca gastronômica pessoal. Confesso que nem todos tiveram suas receitas executadas, mas estão lá, à mão, caso o repertório fique enjoativo. Tem um pouquinho de tudo: obras mais técnicas para pesquisa, coletânea de receitas, guias detalhados; comprados por mim, dados de presente, recebidos como cortesia; lidos aos pedaços, lidos de cabo a rabo, apenas folheados; com figuras, sem figuras. E o melhor é que está em processo de expansão!

E você, como é a sua biblioteca gastronômica? Queremos conhecê-la também! Mande para a gente no email blogrevistaverdemar@tangiranda.com.br uma foto e compartilhe suas sugestões sobre as melhores obras. Participe!

Festival Cachaça Gourmet Belo Horizonte 2012

Ontem estivemos com Rosilene Campolina, do portal Chef a Chef, preparando uma deliciosa receita de bacalhau para a próxima Verdemar em revista. Papo vem, papo vai, e ela nos lembrou de um ótimo evento para os amantes de cachaça: o Festival Gastronômico Cachaça Gourmet Belo Horizonte 2012. São vários restaurantes participantes, cada um com um prato elaborado com a bebida. Para fechar os trabalhos, uma festa de encerramento no dia 17 de março, na Serraria Souza Pinto.

Já coloque na sua agenda! Depois de passar pelos restaurantes, conte para a gente qual prato foi o seu favorito!

Relato do leitor: cerveja ou vinho?

Para abrir a semana, recebemos do nosso leitor Joca um relato sobre sua relação com o vinho e a cerveja. Confira e opine!

Admito que tenho lá meus preconceitos!

Sou apaixonado por vinhos, e sempre que penso em toda essa onda de valorização que a cerveja tem recebido fico um pouco ressabiado. As características de produção de um bom vinho se iniciam no plantio, na escolha das mudas e do território, no modelo de lida com o parreiral, passando pelo tipo de poda, hora da colheita e até o modelo de colheita utilizado (mecânica ou manual), tendo fundamental influência o terroir – local, terreno, cultura de produção e práticas de cada região.

Isso tudo me transporta para um ambiente mais romântico do que o modelo
“industrial” de produção de uma cerveja. Porque, trocando em miúdos, você
pode fazer cervejas praticamente idênticas em dois países completamente
distintos, mudando apenas a água e a contaminação por bactérias do local e
a mão de obra. É só comprar os ingredientes certos e mandar bala.

Não que eu não goste de cerveja. Há uns bons anos era a minha bebida preferida, principalmente o chope, junto a toda algazarra e confraternização que um encontro regado à bebida da cevada proporciona. Imagine-se tomando um champanhe ou vinho após uma peladinha com os amigos… Nem pensar! Mas era sempre num conceito qualitativo de menor valor. Cerveja loura e quase estupidamente gelada para refrescar.

Aí surgiram esse “montarel” de cervejas gourmet em nosso depauperado mercado brasileiro dominado pelos produtos fáceis. Algumas com valores nada amigáveis. Cervejas feitas em pequenas quantidades e até as feita sem casa. Nesse meio tempo tive a oportunidade de provar algumas. Em certos casos foi decepcionante, como a vez que provei uma cerveja feita ao estilo dos espumantes, pelo mesmo preço ou mais que um bom espumante feito no Brasil ou importado. Sem contar que o produto não tinha lá essa palatividade toda. Isso tenha talvez me deixado com um pé atrás.

Então, mesmo tendo provado algumas que me agradaram desde o princípio, como o primeiro lote da monastério da Falke Bier e outras também muito boas, sempre tive uma forte impressão de que o vinho é mais gastronômico, se dá melhor com pratos mais elaborados.

Mas há pouco tempo tive a oportunidade de degustar algumas cervejas que me deixaram com uma pulga atrás da orelha. A Wäls Tripel não é das baratinhas, mas tem um buquê muito interessante, tem presença marcante e vai bem com muitos pratos. Já a Colorado Appia não é novidade no mercado e se destaca e muito no nicho de cervejas feitas com trigo. Muito pela exuberância aromática, esses tipos de cervejas pedem uma gastronomia mais generosa, com molhos em abundancia e ambientes descontraídos.

Sem preconceitos ou disputas, vejo que cerveja e vinho são complementares, cada um em seu ambiente. São bebidas gastronômicas que valorizam o momento e uma boa refeição. Para finalizar, se tem uma coisa que a cerveja arrebenta com o vinho é na possibilidade de qualquer um poder produzi-la. Se por um lado é quase impossível fazer bom vinho em qualquer lugar do mundo, por outro, os homebrews fazem bonito por onde andam.

A Associação Brasileira de Sommeliers, que antes ministrava apenas cursos sobre vinhos, agora oferece também formação em bier sommelier. Vale conferir!

Conheça os tipos de macarrão

Imagine-se em uma bela cantina italiana – pode ser aqui ou lá mesmo. Você já se decidiu que prefere sua pasta com um clássico molho ao sugo. Agora, vem a parte mais difícil: qual o formato do macarrão?

As listas com os diferentes cortes impressiona, organizados em grupos como longos, achatados, pequenos, irregulares e recheados, e podem passar das cem variedades! Isso mesmo: cem! Para não se perder nesse emaranhado de opções, encontramos um infográfico bem legal do blog Charming Italy. Eles organizaram as variedades – não todas, umas 60 – de um jeito bem simples: você só vai precisar fazer umas “perguntinhas” ao seu prato.

Clique e confira!

What kind of pasta is on my plate?
What kind of pasta is on your plate? by Charming Italy

Dúvidas? Pergunte à Verdemar em revista!

Quer saber mais sobre um ingrediente exótico? Não conhece o funcionamento de um sifão? Cerveja tipo Porter combina com quais pratos?

Dos amadores aos mais experimentados, sempre surgem algumas perguntas quando se trata de ir para a cozinha e preparar uma bela receita. Pensando nisso, a Verdemar em revista inaugurou uma nova forma de entrar em contato com seus leitores e leitoras. Agora, na barra direita do blog, a seção Dúvidas vai dar um jeito nas suas perguntas gastronômicas, sejam elas quais forem. Por isso, sempre que bater aquela vontade de saber mais, você já sabe a quem recorrer!

Ah, e não deixe de ver na seção Mapas as sugestões que você encontra na última edição da Verdemar em revista, sobre o sul da França.

Sour cream: como fazer

Recebemos algumas perguntas de leitores do blog sobre o sour cream. Por isso, vamos ensinar você a prepará-lo!

Quem já foi a algum restaurante mexicano ou de cozinha do leste europeu deve ter reparado naquele creme branco que é servido junto aos pratos. Esse creme azedo – sour cream – proporciona um toque ácido ao prato e uma boa cremosidade, já que tem um bom percentual de gordura.

Originalmente, o sour cream era o creme fresco deixado para azedar naturalmente com suas bactérias. Na produção industrial, é obtido com o creme de leite pasteurizado inoculado com uma cultura de bactérias, até que fique azedo e grosso o suficiente. Um sour cream é mais denso que um creme de leite com o mesmo percentual de gordura, devido ao processo de coagulação iniciado pelos ácidos.

Se quiser prepará-lo em casa, você pode experimentar algumas maneiras diferentes:

  • O modo mais comum é adicionar 1 colher de café de suco de limão a 200 g de creme de leite fresco, deixando descansar por aproximadamente meia hora a temperatura ambiente e servindo em seguida. A proporção pode mudar, caso deseje algo mais ácido ou mais cremoso. Se quiser temperar com sal e pimenta-do-reino, misture delicadamente.
  • Iogurte integral sem sabor também pode ser utilizado, ou substituindo o creme de leite fresco, ou incorporado a ele para modificar o sabor e a textura.
  • Há a possibilidade também de simulá-lo com queijo cottage – 1 xícara – e suco de limão – 1 colher de café – e leite integral, para deixar a mistura mais homogênea.

Na Verdemar em revista #26 você encontra várias receitas mexicanas para usar com o sour cream, mas outras possibilidades também existem: experimente-o também como espessante de sopas, fica muito gostoso!

Depois de experimentar em casa, nos diga qual preparo você achou mais interessante!

Enchilada de Pollo
1 porção

Ingredientes
180 g de peito de frango
azeite
2 col. (sopa) de cebola picada
2 col. (chá) de alho picada
1 col. (sopa) de coentro picado
2 tomates picados sem casca e sem sementes
1 tortilla de trigo (ou panqueca)
80 g de feijão refogado
20 g de queijo fresco
150 g de sour cream
20 g de cebola roxa
azeite
Salsa verde
450 g de tomatillo picado sem pele e sementes
1 cebola picada
6 pimentas jalapeño ou pó de chili a gosto
suco de 1 limão
3 dentes de alho picados
½ col. (chá) de sal
¼ de xíc. de coentro picado
água ou caldo de frango

Modo de fazer
1. Refogue o peito de frango e desfie. Salteie com azeite, cebola, alho, tomate e coentro por cinco minutos. Acerte o tempero e reserve.
2. Prepare a salsa verde levando todos os ingredientes ao mixer. Acerte o tempero e leve ao fogo, misturando sempre. Adicione a água ou o caldo até chegar a uma consistência de molho.
3. Monte uma cama com os feijões, recheie a tortilha com o frango e corte em pedaços. Regue com o molho e finalize com o queijo misturado creme e a cebola roxa refogada.